Os miomas uterinos são os tumores mais freqüentes do útero. Tem características benignas e somente uma mínima parcela pode se transformar em neoplasia maligna.
Estatisticamente ¼ das mulheres que tem mioma desenvolvem sintomas. Os sintomas mais comuns são: (1) sangramento abundante, manifestado por menstruações de grande fluxo, durando vários dias, as vezes mais de uma vez no mês; (2) anemia causada pelo sangramento; (3) cólicas menstruais intensas; (4) dor durante as relações sexuais; (5)dor no baixo ventre; (6)aumento do volume do abdome;(7) dificuldade de engravidar e manter gestação com abortos de repetição.
É importante saber a localização do mioma. O útero é composto por 03 camadas e os sintomas relacionados vão depender da localização e do tamanho do mioma, que pode ser subseroso, intra-mural e submucoso.
Até a década de 90 o único tratamento para mioma era a cirurgia, geralmente a histerectomia (retirada do útero). Desde 1994 a técnica da embolização do mioma vem sendo utilizada com excelente resultado.
Esta técnica consiste em realizar um cateterismo através da virilha, colocando o cateter seletivo dentro das artérias que irrigam o útero e o mioma e injetar microesferas que vão “entupir” estes vasos e assim reduzir a irrigação dos miomas.
Deste modo, os miomas ficam sem irrigação e conseqüentemente reduzem o sangramento, alem de reduzir de tamanho, melhorando os outros aspectos (dor, aumento do volume abdominal, etc..).
A embolização pode ser feita apenas com anestesia local na virilha (local onde vai ser passado o cateter) associado a leve sedação, ou também com analgesia através de peridural ou raqui.
Não há cortes ou perda sangüinea, apenas a incisão da puntiforme na virilha (menor que 2mm).
A embolização é eficaz quanto a parada/redução do sangramento pelas menstruações e das cólicas, melhorando a anemia, preserva o útero, pode ser uma alternativa segura para pacientes que nunca tiveram filhos e não conseguem engravidar ou manter uma gestação devido a múltiplos miomas, conseguindo assim uma melhora da qualidade de vida, sem incômodos sangramentos, cólicas, anemias e dores pélvicas.
É imprescindível que a paciente tenha um acompanhamento com ginecologista.
Em média, as pacientes ficam 01 dia no hospital e retornam ao trabalho e atividades (inclusive academia e exercícios físicos) após 03 dias.


