Compartilhe:

Os aneurismas são dilatações localizadas dos vasos sanguíneos, podendo acometer artérias (mais comuns) e também veias. Se comportam comparativamente como uma “bolha em uma mangueira”.

            Podem se localizar em qualquer localização do corpo, principalmente nas artérias do cérebro, na aorta, nas artérias dos rins, órgãos e membros superiores ou inferiores.

1.1 – ANEURISMAS DA AORTA

            A aorta é a maior artéria de nosso corpo. Dela se originam os ramos que irrigam todos os tecidos, desde ramos que levam sangue ao cérebro, as vísceras,  até os ramos que irrigam os membro inferiores.

Os aneurismas são dilatações segmentares que envolvem uma ou mais porções da aorta. Estas dilatações se comportam como uma “bolha em uma mangueira”.

Habitualmente, os aneurismas fusiformes maiores que 5cm de diâmetro ou os que cresceram mais de 5mm  em 6 meses devem ser tratados, pois o risco de ruptura é elevado.

A principal complicação do aneurisma não tratado é a ruptura, que provoca imediato sangramento (hemorragia interna) no tórax ou abdome com taxa de mortalidade elevada.

É possível o tratamento da maioria dos aneurismas da aorta pela técnica endovascular (através de incisão/punção apenas pelas virilhas) sem necessidade de cirurgia aberta no tórax ou abdome. Também habitualmente não ha transfusão sanguinea, não ha necessidade de anestesia geral, não se realiza incisões (cortes) no tórax ou no abdome.

O tempo de internação médio e de dois dias (o primeiro no pós operatório imediato em UTI e seguinte no apartamento).

Mesmo quando o segmento do aneurisma envolve a origem de vasos cerebrais, viscerias, da pelve ou membros é possível implantar endoprotese com ramos para estes vasos.

1.3 – ANEURISMA DA ARTERIA ILIACA

As artérias ilíacas comuns são continuações da aorta abdominal, se localizam na pelve  e se dividem em um ramo externo (irrigará os membros inferiores) e um ramo interno (promove a irrigação  do glúteo, bexiga, útero e vagina (mulheres) e próstata e pênis (homens).

Os aneurismas das artérias ilíacas geralmente estão associados ao aneurisma da aorta. Para os aneurismas isolados das ilíacas comuns, habitualmente indica-se o tratamento quando o diâmetro é maior que 3cm.

No passado a maior dificuldade da técnica endovascular era a de manter a ilíaca interna com fluxo, o que acarretava em claudicação glútea, risco de necrose de assoalho pélvico e impotência sexual definitiva (em homens).

Hoje com as endoproteses ramificadas, podemos preservar o fluxo das artérias ilíacas internas e externas sem correr os riscos acima citados. A técnica endovascular promove o tratamento dos aneurismas das artérias ilíacas com segurança apenas com acesso pelas virilhas sem necessidade de anestesia geral ou incisões (cortes) no abdome. Também habitualmente não ha transfusão sanguinea, não ha necessidade de anestesia geral. O tempo de internação médio e de dois dias (o primeiro no pós operatório imediato em UTI e seguinte no apartamento.

1.4 – ANEURISMA DA ARTÉRIA POPLÍTEA

A artéria poplítea se localiza no membro inferior, esta localizada atrás do joelho e também pode ser alvo de aneurismas. Diferentemente das outras artérias com aneurismas, os aneurismas da artéria poplítea raramente se rompem e causam hemorragias.

Estes aneurismas juntam trombos (pedaços de coágulos) em seu interior, onde pequenos fragmentos destes coágulos se desgarram do interior do aneurisma e vão pela corrente sangüinea nos vasos da perna em direção ao pé e entopem estes vasos, causando assim a isquemia (falta de sangue) nos vasos da perna e do pé. Outra possibilidade freqüente é a trombose do aneurisma, onde um grande coagulo se forma no interior do aneurisma e impedindo a passagem de sangue, conseqüentemente isquemia da perna com risco de amputação.

1.5 – ANEURISMAS CEREBRAIS

São aneurismas localizados nas artérias do cérebro. Em sua maioria, tem aspecto de bolsa, sendo chamados saculares.A maioria dos pacientes quem tem aneurisma não tem sintomas. A cefaléia (dor de cabeça) e as alterações da visão são os sintomas mais comuns.

A principal complicação dos aneurismas cerebrais é a ruptura, que promove extravasamento de sangue para fora do vaso, atingindo o tecido cerebral e as meninges, ocasionando então o AVCH – acidente vascular encefálico hemorrágico, popularmente conhecido como “derrame cerebral”.

Existem outras complicações dependendo da localização e do tamanho do aneurisma, como compressão de estruturas, perda da visão, crises convulsivas e etc..

O diagnostico do aneurisma cerebral geralmente é feito por Tomografia Computadorizada ou Ressonância Nuclear Magnética e Angiografia Cerebral.

O tratamento dos aneurismas cerebrais pode ser feito através de cirurgia aberta (abertura do crânio e clipagem do aneurisma) ou através da técnica endovascular (por cateterismo) com a embolização e exclusão do aneurisma através de micromolas e/ou stent.

A técnica endovascular não necessita de abertura do crânio. É realizada através de punção da artéria femoral (na virilha) onde realiza-se a introdução de microcateteres que navegam até os pequenos ramos do cérebro.

Os microcateteres são posicionados dentro do aneurisma onde promovemos o preenchimento do aneurisma com micromolas, excluindo o fluxo de sangue dentro do aneurisma e consequentemente exclui o aneurisma.

Compartilhe:

Artigos relacionados