10.1 – OBSTRUÇOES FÊMORO-POPLÍTEAS
A aterosclerose (acumulo de gordura na parede dos vasos) quando acomete as artérias da coxa e joelho (femorais e poplíteas respectivamente) causa obstrução ao fluxo de sangue em direção as artérias dos membros inferiores.
Os sintomas que são decorrentes da falta ou diminuição do fluxo de sangue para os membros inferiores.
O sintoma mais clássico é claudicação de membros inferiores, manifestada por dor na panturrilha durante o caminhar que se inicia após alguma distância, que piora quando o paciente enfrenta uma subida ou caminha com mais rapidez. Esta dor (muitas vezes referida por câimbras ao caminhar), geralmente faz com que o paciente tenha que parar de andar apos certa distância, e apos alguns minutos a dor é totalmente aliviada pelo repouso. Se o paciente volta a caminhar a mesma distancia, a dor retorna e novamente faz com que o paciente tenha que parar de caminhar, compondo assim a claudicação intermitente.
Na maioria das vezes, os sintomas são confundidos com doença ortopédica e não raramente antes de nossa consulta, já passaram por vários exames ortopédicos.
O tratamento desta doença consiste na revascularizaçao dos territórios que estão sem irrigação devido a obstrução arterial. Pode ser feito através de técnica cirúrgica convencional (cirurgia aberta) gerlamente com pontes (by-pass) que “pulam” os segmentos obstruídos, ou através de técnica Endovascular.
A técnica Endovascular, consiste em desobstruir os vasos através de cateteres (geralmente introduzidos pela virilha), dilatar os segmentos obstruídos com balões e quando necessário colocar stents (tubos metálicos) que manterão os vasos obstruídos abertos por mais tempo, com menor chance de re-obstrução.
Esta técnica não necessita de anestesia geral, é realizada com o paciente acordado apenas com anestesia local na virilha, não havendo necessidade de cortes cirúrgicos, minimizando o risco de infecção e o risco de uma cirurgia. Geralmente o paciente permanece 01 dia internado, recebendo alta no dia seguinte a cirurgia.
Os resultados são imediatos, com reaparecimentos dos pulsos nos membros inferiores, com melhora da dor e da limitação para caminhar.
Em nosso serviço, independente da extensão das obstruções, em geral sempre optamos por tratamento endovascular como primeira opção, reservando os tratamentos mais invasivos como as cirurgias de pontes para os poucos casos onde não conseguimos recanalizar os vasos obstruídos.


