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A artéria renal é frequentemente acometida por obstruções causadas por placas de lipídios (colesterol).  Estas obstruções (denominadas estenoses) se localizam na maioria das vezes na origem da artéria renal junto a aorta. Estas obstruções causam redução do fluxo de sangue que chega até o rim. Consequentemente, os rins que são “filtros naturais de nosso organismo” ficam sem pressão para filtrar o sangue e transformá-lo em urina. Neste modelo, o rim ativa um sistema hormonal que estimula o coração a aumentar a pressão arterial do corpo, para que o rim possa ter pressão suficiente para filtrar o sangue.

Portanto o principal sinal dos pacientes que tem estenose da artéria renal é uma pressão arterial elevada e de difícil controle com um ou dois medicamentos. Alem disto, os rins que possuem obstruções em suas artérias podem começar a apresentar: (1)Diminuição do tamanho do rim; (2)diminuição da função do rim podendo evoluir para perda total; (3) hipertensão arterial sistêmica de difícil controle; (4) perda total do rim quando há obstrução total da artéria renal.

Para o tratamento destas obstruções, realiza-se a angioplastia (dilatação) por cateterismo através da virilha e implantação de stent (malha de metal) que mantém o local tratado aberto. Alguns casos específicos, como os pacientes que tem transplante renal, possuem somente um rim ou tem função renal deteriorada (creatinina acima de 2) utilizamos o filtro de proteção contra-microembolização que previne que microcristais de colesterol possam migrar para o rim e piorar a função já deteriorada.

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